HomeBlogPhishing: o golpe dos anos 90 que ainda engana milhões de pessoas

Phishing: o golpe dos anos 90 que ainda engana milhões de pessoas

Por que este tipo de golpe continua tão eficaz mesmo depois de três décadas?

Receber um e-mail dizendo que sua conta será bloqueada se você não confirmar seus dados? Uma mensagem urgente no WhatsApp pedindo pagamento imediato? Um link que parece oficial, mas leva a uma página clonada? Isso tudo é phishing, um dos golpes digitais mais antigos — e, ao mesmo tempo, um dos mais eficientes.

Mesmo com toda a tecnologia atual, o phishing continua crescendo porque ataca justamente o ponto mais vulnerável: o comportamento humano. O golpista cria uma situação de urgência, simula uma empresa confiável e induz a vítima a clicar em um link, instalar algo ou entregar os próprios dados.

Por que o phishing ainda funciona tão bem?

Ele funciona bem porque o golpista copia tudo:

  • o visual da empresa,
  • a linguagem das mensagens,
  • a identidade visual do site,
  • o endereço de e-mail muito parecido com o real.

Essa cópia cria uma falsa sensação de legitimidade. O usuário olha rápido, acha que é verdadeiro e clica — e é aí que o golpe acontece.

Muitos links de phishing levam para páginas praticamente idênticas às originais. A vítima digita login e senha achando que ‘está na conta do banco’, mas está enviando tudo direto para o criminoso.

Confira no vídeo abaixo:

Phishing não é só e-mail: o golpe evoluiu para todos os canais

Há alguns anos, phishing era sinônimo de e-mail falso. Hoje não é mais assim. O golpe se adaptou aos hábitos do usuário e se espalhou para todo lugar onde a pessoa interage digitalmente.

Smishing (phishing via SMS)

O famoso golpe por SMS. A vítima recebe uma mensagem com links suspeitos, muitas vezes dizendo que o cartão foi bloqueado, que existe uma cobrança pendente ou que o pacote dos Correios está retido.

Esse tipo de golpe ainda faz milhares de vítimas — especialmente quando o golpista usa nomes de empresas muito conhecidas para aumentar a confiança.

Vishing (phishing por ligação telefônica)

Aqui o golpe acontece por voz. O criminoso liga dizendo ser do banco, do suporte técnico ou até da polícia. Ele cria uma história convincente e, com isso, consegue induzir a pessoa a revelar senhas, códigos enviados por SMS ou até a instalar aplicativos de acesso remoto.

O vishing cresceu muito porque o telefone gera sensação de autoridade: a vítima acredita que está falando com alguém oficial.

Phishing via WhatsApp e redes sociais

Os golpistas usam perfis falsos, mensagens automáticas ou links enviados em grupos. Muitas vezes, usam até contas clonadas de amigos ou familiares para pedir dinheiro ou validar códigos.

Sinais claros de que você pode estar diante de um golpe de phishing

Por mais sofisticados que os golpes fiquem, existem padrões que continuam aparecendo. Quando você aprender a reconhecê-los, ficará muito mais difícil cair em uma armadilha.

1. Urgência exagerada

“Clique agora ou sua conta será cancelada.” “Seu cartão foi bloqueado, resolva já!” Golpes de phishing sempre tentam acelerar sua reação.

2. Links encurtados ou estranhos

Golpistas usam links que parecem legítimos à primeira vista, mas têm detalhes suspeitos.

3. Erros de português ou formatação fora do padrão oficial

Muitas mensagens falsas contêm erros simples que empresas reais não cometem.

4. Pedidos de informações que empresas verdadeiras nunca solicitam

Nenhum banco pede senha completa ou códigos de autenticação para entrar na sua conta.

5. Contato inesperado

Se você não abriu chamado e recebe uma “ligação do banco”, desconfie imediatamente — característica típica do vishing.

Como os criminosos roubam dados

Os métodos mudam, mas o objetivo é sempre o mesmo: roubar informações para obter algum ganho financeiro.

  • Clonagem de páginas: a vítima envia dados achando que está no site oficial.
  • Instalação de aplicativos falsos: muito comum em vishing, permitindo acesso remoto ao aparelho.
  • Roubo de contas de WhatsApp: criminosos usam códigos recebidos por SMS.
  • Uso de dados para contratar serviços: abertura de contas, empréstimos e compras indevidas.

As consequências geralmente são: prejuízos financeiros, contas invadidas, perda de acesso e até negativação.

Como se proteger do phishing e suas variações

  • Nunca clique em links enviados de forma inesperada.
  • Verifique sempre o remetente antes de abrir qualquer mensagem.
  • Desconfie de contatos com tom urgente.
  • Ative autenticação em dois fatores.
  • Nunca forneça códigos recebidos por SMS.
  • Confirme chamadas suspeitas diretamente com a empresa.
  • Evite instalar aplicativos enviados por atendentes desconhecidos.

Hoje já existem golpes usando inteligência artificial para imitar vozes, criar sites perfeitos e até simular atendentes reais. A tendência é que o phishing fique cada vez mais convincente.

E é por isso que entender suas variações — smishing, vishing, spoofing e outros métodos de engenharia social — é tão importante. Quanto mais informado você estiver, menor a chance de se tornar alvo.

Já caiu em algum golpe de phishing? Conta nos comentários!

Ébert Almeida
Ébert Almeida
Mineiro, ex-estudante de Ciência da Computação com expertise em coleta de dados e redação para web. Especializado em reunir e organizar informações de contato de empresas, facilitando o acesso rápido a canais de atendimento ao consumidor. No Telefones das Empresas, aplica conhecimento técnico e habilidades de pesquisa para oferecer dados precisos e atualizados.

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