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Vishing: entenda o que é e como se proteger desse golpe

O que acontece durante o golpe e quais cuidados tomar ao atender uma ligação desconhecida!

Atender uma ligação parece algo simples e inofensivo. Na maioria das vezes, é mesmo. Mas, em alguns casos, basta poucos minutos ao telefone para que um golpista consiga informações suficientes para causar um grande prejuízo financeiro. É exatamente assim que funciona o vishing.

O termo surgiu da junção de duas palavras do inglês: voice (voz) com phishing. Na prática, trata-se de um golpe em que criminosos usam ligações telefônicas para se passar por empresas, bancos, operadoras ou até órgãos públicos, com o objetivo de enganar a vítima.

Diferente de golpes por SMS ou e-mail, o vishing aposta no contato humano. A voz do outro lado da linha transmite falsa confiança, cria urgência e pressiona a pessoa a agir sem pensar.

O que é vishing e como o golpe funciona?

No vishing, o criminoso liga para a vítima fingindo ser um atendente legítimo. Pode ser alguém do “setor de segurança do banco”, da “central do cartão”, da “operadora de telefonia” ou até de um “órgão governamental”.

Durante a conversa, ele cria uma situação alarmante: uma compra suspeita, uma tentativa de invasão, um bloqueio iminente da conta ou um problema urgente que precisa ser resolvido na hora.

A partir disso, começa a coleta de informações.

Os golpistas costumam solicitar: senhas ou códigos enviados por SMS, confirmação de dados bancários e realização de transferências ou pagamentos.

Tudo isso acontece durante a ligação, muitas vezes em tom educado, profissional e convincente.

Segundo o Nubank:

Muitas vezes, esse golpe imita a ligação de uma central de atendimento de um banco ou instituição financeira para parecer mais verdadeiro. Existem golpistas que incluem até mesmo o barulhinho de espera da ligação.

Infográfico Golpista na Linha - Vishing

Por que o vishing funciona tão bem no Brasil?

O sucesso do vishing no país está no fator humano. Diferente de um e-mail suspeito, uma ligação gera interação imediata. A pessoa sente que precisa resolver o problema naquele momento.

Além disso, os criminosos usam técnicas de engenharia social:

  • tom de urgência
  • linguagem técnica
  • informações básicas já vazadas (nome, CPF parcial, banco)
  • spoofing, que faz o número parecer oficial

Quando a ligação vem de um número que “parece do banco”, a desconfiança diminui drasticamente.

Outro ponto importante é o medo. Ao ouvir que uma conta pode ser bloqueada ou que alguém tentou usar seu cartão, muitas pessoas agem por impulso.

Exemplos comuns de vishing

Alguns cenários se repetem com frequência:

  • Falsa central do banco: o golpista diz que houve uma compra suspeita e pede confirmação de dados ou códigos
  • Cartão clonado: a vítima é orientada a “cancelar” compras e acaba fazendo transferências
  • Atualização cadastral: a ligação pede confirmação de dados para “evitar bloqueio”
  • Falso suporte técnico: o criminoso se passa por empresa de tecnologia para obter acesso a contas

Em todos os casos, o roteiro é parecido: criar um problema urgente e oferecer uma solução imediata — controlada pelo próprio golpista.

Vishing é diferente de phishing e smishing?

Sim, embora todos façam parte da mesma família de golpes.

  • Phishing: acontece principalmente por e-mail ou sites falsos
  • Smishing: ocorre via SMS ou aplicativos de mensagem
  • Vishing: usa exclusivamente a ligação telefônica

O objetivo, porém, é sempre o mesmo: enganar a vítima para roubar informações ou dinheiro.

Como se proteger do vishing

Não existe uma única regra, mas alguns cuidados simples reduzem muito o risco.

O primeiro passo é desconfiar de ligações inesperadas, principalmente as que envolvem urgência, pois bancos e empresas não pedem senhas ou códigos por telefone.

Nunca informe códigos recebidos por SMS durante uma ligação, principalmente o código de verificação do WhatsApp – é assim que eles registram sua conta em outro aparelho.

Se uma ligação parecer suspeita, desligue e procure o SAC oficial da empresa. Não confie apenas no número que aparece na tela.

E o principal, evite tomar decisões financeiras sob pressão.

Caiu em um golpe de vishing. E agora?

Se você percebeu que foi vítima, agir rápido faz diferença.

  • Entre em contato imediatamente com o banco
  • Bloqueie cartões e acessos comprometidos
  • Registre um boletim de ocorrência online (assista o passo a passo em vídeo)
  • Monitore movimentações financeiras
  • Troque senhas de contas afetadas

Quanto mais cedo a fraude é identificada, maiores são as chances de reduzir os danos.

O vishing não é um golpe novo, mas continua extremamente eficiente. Isso acontece porque ele explora confiança, medo e pressa — sentimentos comuns no dia a dia.

Saber que esse tipo de golpe existe é o primeiro passo para não cair. O segundo é lembrar que, em situações reais, empresas sérias nunca pressionam o cliente por telefone.

Já caiu ou conhece alguém que tenha caído nesse golpe? Conta nos comentários!

Ébert Almeida
Ébert Almeida
Mineiro, ex-estudante de Ciência da Computação com expertise em coleta de dados e redação para web. Especializado em reunir e organizar informações de contato de empresas, facilitando o acesso rápido a canais de atendimento ao consumidor. No Telefones das Empresas, aplica conhecimento técnico e habilidades de pesquisa para oferecer dados precisos e atualizados.

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