Em novembro de 2025, o BC proibiu fintechs de usar “banco” e “bank” em seus nomes. Com um prazo de um ano para se adequar às novas regras, o Nubank encontrou uma solução estratégica: comprar um banco autorizado a operar.
Na última segunda feira, 20 de outubro, o Nubank anunciou um acordo para a compra de 100% do Banco Porto Real de Investimentos S.A.. A operação, que ainda depende de aprovação do Banco Central, permite que a fintech incorpore uma licença bancária plena e continue utilizando a marca Nubank sem alterações.
Por que o Nubank comprou o Banco Porto Real?
A aquisição atende diretamente à Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A norma restringe o uso de termos como “banco” e “bank” por instituições que não possuem autorização específica para atuar como banco, mas abre exceção quando uma instituição licenciada integra o mesmo conglomerado prudencial.
Fundado em 1992 no município de Porto Real, no Rio de Janeiro, o Banco Porto Real atuava na concessão de crédito para clientes de atacado. Era uma instituição de pequeno porte. Em março deste ano, possuía R$ 32,1 milhões em ativos, R$ 31,4 milhões de patrimônio líquido, lucro de R$ 352 mil no primeiro trimestre e não realizava captações.
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Após a conclusão da compra, a licença bancária do Porto Real será incorporada ao conglomerado da Nu Pagamentos. Ela se somará às outras autorizações que o Nubank já possui: Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).
O que muda (e o que não muda) para os clientes
Segundo o Nubank, a operação não altera a experiência dos clientes. O aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome Nubank permanecem exatamente os mesmos para os mais de 115 milhões de clientes no Brasil. Não haverá exigências adicionais de capital ou liquidez para o conglomerado.
Ficou com alguma dúvida sobre a compra do Banco Porto Real ou sobre os serviços da fintech? Consulte os canais oficiais de atendimento do Nubank, que incluem telefone, chat, e-mail e ouvidoria.
Declarações oficiais
“O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala. Treze anos depois, segue sendo nosso principal foco, um mercado onde ainda podemos expandir significativamente nossa participação e continuar impulsionando a transformação do setor.”
David Vélez, fundador e CEO global do Nubank
“Nosso DNA de inovação segue intacto e seguimos comprometidos em aprofundar nossa relação com cada cliente, oferecendo mais soluções com a mesma simplicidade que sempre nos definiu.”
Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil e da operação latino-americana
Contexto da operação
Mais do que atender à nova regulamentação do Banco Central, a aquisição está alinhada ao processo de amadurecimento institucional do Nubank. Neste ano, a fintech passou a integrar a Febraban e anunciou R$ 45 bilhões em investimentos no Brasil.
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